A contaminação dos rios da região carbonífera de Santa Catarina pelos metais pesados presentes no carvão já é um fato difundido a diversas décadas. Os níveis de poluição química, no entanto, nem sempre são conhecidos. Por esta razão, alguns estudos ganham relevância, por apresentar subsídios sobre esta realidade que compromete a qualidade ambiental da região, como o trabalho publicado na revista britânica Tecnologia Ambiental. A pesquisa teve como título “Remediação de efluentes de mineração de carvão utilizando microesferas”.
Concentração de metais
O trabalho teve como objetivo geral avaliar a acidez e a concentração de metais presentes em águas de rio atingida pela mineração de carvão. Foram coletadas amostras de águas do Rio Sangão localizado na região sul de Santa Catarina e determinado os valores de pH e as concentração dos metais ferro, manganês, zinco, cobre e chumbo. Os resultados permitiram revelar que as águas do rio apresentaram expressiva acidez (pH = 2,35) e elevada concentrações de ferro (415,62mg L-1), manganês (13,35 mg L-1), zinco (8,27 mg L-1) e cobre (0,431mg L-1). A partir destes resultados se pode concluir a mineração de carvão promove o comprometimento da qualidade de manancias hídricos da região em estudo.
Fonte: Geremias, R. ; Pedrosa, R. C. ; Favere, V. T. ; Benassi, J. C ; Stolberg, J. ; Menezes, C. T. B. ; Laranjeiras, M. M. C. . Remediation of coal mining wastewaters using chitosan microspheres. Environmental Technology, Londres, v. 24, p. 1509-1515, 2003.
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