A assessoria jurídica da Carbonífera Rio Deserto solicitou agora à tarde que a Polícia Civil investigue a autoria de atentado contra veículos da empresa, perpetrado com a utilização de cruzetas metálicas artesanais. Com 10 pontas de pregos, os objetos teriam sido espalhados na estrada de acesso às futuras instalações da mina 101, na comunidade de Santa Cruz, em Içara.
O pedido de diligência policial foi formalizado pela advogada Simone Quadros Guidi. A suspeita, ainda que não declarada, é de que os autores possam ter vínculos com a comunidade agrícola, contrária à implantação da mina. Pelo menos um dos veículos da Rio Deserto teve os pneus furados pelos artefatos.
Ouvido pela rádio Eldorado, o agricultor Tomás Baldissera descartou também agora à tarde qualquer envolvimento da comunidade. “Desconhecemos o caso e com certeza não foi ninguém do Movimento pela Vida”, disse ele à emissora. “Nossa mobilização não é pela destruição."
Fonte: Engeplus
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