O segundo relatório de monitoramento dos indicadores ambientais da Bacia Carbonífera de Santa Catarina, apresentado em outubro de 2008 pelo MPF (Ministério Público Federal), mostra os números da degradação ambiental na região. Ao todo 6.191 hectares de solo estão comprometidos pela reversão das suas camadas ou pela deposição de rejeito piritoso (pirita).
O documento em questão, disponível no site do órgão, apresenta o resultado do acompanhamento de um processo em julgado, no qual 12 empresas de mineração e a União foram condenadas, em 2000, a recuperar os danos ambientais promovidos pela exploração do carvão.
A condenação, entretanto, não garantiu a recuperação efetiva da degradação, cujo passivo ambiental continua comprometendo a qualidade de vida das populações próximas ou residentes das áreas afetadas. Conforme o MPF, “muito pouco foi feito em termos de recuperação”.
Do total de áreas degradadas, um terço (2.068 hectares) pertence a Criciúma, com o restante ficando distribuído entre os municípios de Forquilhinha, Siderópolis, Treviso, Lauro Müller e Urussanga.
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