As três bacias hidrográficas do Sul do Estado (rios Araranguá, Urussanga e Tubarão) continuam apresentando pontos críticos de poluição, em decorrência da grande concentração de metais pesados da mineração de carvão – ferro, manganês e alumínio, dentre outros. Esta informação foi passada na semana passada pela professora doutora Zuleica Carmen Castilhos, do Cetem (Centro de Tecnologia Mineral), durante palestra na Unesc.
Na oportunidade, a pesquisadora apresentou os resultados do projeto "Desenvolvimento de metodologias de monitoramento ambiental da qualidade das águas da bacia carbonífera catarinense", que coordenou, com a participação de pesquisadores do IPAT (Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas), da Unesc, promotor do evento.
Em sua apresentação, Zuleica pormenorizou os indicadores levantados em recente estudo, que está sendo divulgado em eventos nacionais e internacionais. Ela destacou o problema da ocorrência de acidez nos rios da região, afirmando que os níveis de toxicidade são altíssimos, em comparação com as resoluções do Conama. "Mesmo os níveis mais baixos encontrados nos pontos de coleta estão acima do normal", observou.
Concentração de poluentes
Conforme a pesquisadora, que é coordenadora de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação de Projetos do Cetem, o fator preponderante da poluição são as minas subterrâneas com drenagem ácida e a deposição de rejeitos nas imediações dos rios. "Os índices de manganês são muito altos em todos os pontos de coleta", informou. Os rios Sangão (Criciúma), Rio Bonito (Lauro Muller), Fiorita (Siderópolis) e Urussanga (em localidades de coqueria), segundo a pesquisa, apresentaram a maior concentração de poluentes.
A acidez do solo nas imediações dos rios também foi estudada, com a constatação de quie também está acima do normal. "Com o ph do solo baixo e a conseqüente acidez e toxidade, os animais invertebrados estão tendo grande dificuldade para sobreviver", concluiu.
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