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Observatório do Carvão

Atividade carbonífera e seus danos socioambientais em Santa Catarina

Novidades

03/10/2007 Mineiros ocupam sede do Siecesc

Cerca de 300 operários da Cooperminas ocuparam nesta manhã a sede do Sindicato das Indústrias Carboníferas (Siecesc) para protestar contra o veto do consórcio de empresas às negociações da cooperativa com a Tractebel.

A direção da Cooperminas, segundo o presidente do sindicato dos mineiros, Aílson Tournier, acordou uma venda antecipada à Tractebel em torno de R$ 22 milhões, dos quais R$ 10 milhões seriam liberados agora e o restante em 30 dias.

A cooperativa, acrescentou o sindicalista, conseguiu também ampliar a sua cota mensal de carvão energético para a empresa em cinco mil toneladas. "O impasse surgiu com a necessidade da Tractebel obter a autorização do consórcio de empresas que a abastece", explicou Tournier.

"Alguns empresários condicionaram a negociação ao reajuste de 8% no preço do carvão retroativo a janeiro, quando na verdade esse aumento vigora a partir do mês passado", acrescentou ele.

Medição

Ainda pela manhã, uma comissão formada pelo presidente da Cooperminas, Edílson Medeiros, pelo ex-deputado José Paulo Serafim e pelo ex-deputado federal Jorge Boeira entrou em contato com diretores das carboníferas Meropolitana e Criciúma.

A mediação, segundo Tournier, visa sensibilizar os empresários para o "quadro social bancado pela cooperativa. A Cooperminas abriga 800 trabalhadores, mas poderia funcionar com apenas 400", sublinhou. "É uma questão de responsabilidade social já que enxugar o número de cooperados só agravaria o problema do desemprego na região."

Fonte: Engeplus

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