Cientes de que a empresa Rio Deserto possui todas as licenças para iniciar a exploração do carvão, os agricultores anunciaram hoje o desejo de negociar garantias de que pelo menos 100 hectares abrigando 500 famílias não serão minerados.
“Queremos preservar o local onde estão essas famílias também pela segurança nas casas em função de possíveis rachaduras”, explicou o coordenador do Movimento pela Vida, Nico Matiolla.
Segundo ele, reuniões estão sendo realizadas com representantes da empresa e Ministério Público para que a empresa comece a atuar somente quando um novo Estudo de Impactos Ambientes (EIA-RIMA) for elaborado por um órgão isento. O projeto de lei popular com cerca de cinco mil assinaturas foi protocolado na Câmara de Vereadores.
O advogado Walterney Réus esclareceu que somente o estudo ratificado pelos agricultores e população pode determinar a instalação da carbonífera. “Ninguém é louco de querer impedir o desenvolvimento, mas também ninguém é contra a vida” explica.
Diante da prefeitura, Matiolla, emocionado, entregou um projeto simbólico à presidência da Câmara. Cerca de mil cruzes foram fincadas e velas acesas para simbolizar a degradação do meio ambiente. O prefeito Heitor Valvassori, segundo sua assessoria, não compareceu ao ato por estar participando de uma confissão comunitária.
Fonte: Engeplus
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