A cena é comum para muitas donas de casa. As reclamações são idênticas. “Isso aqui é um martírio”, diz uma dona de casa. É a fuligem, resultante da queima de coque de carvão, na comunidade de Rio Carvão, em Urussanga, que acaba se espalhando pelo ar e pousando nas casas das pessoas que moram nas proximidades. Para quem vive esta situação já de forma corriqueira, os transtornos já são conhecidos.
O cheiro de queimado no ar que aos poucos vai invadindo as casas, principalmente nas madrugadas, às vezes é quase imperceptível, mas em outras oportunidades são detectadas com maior facilidade e chegam a irritar os olhos dos mais sensíveis. Roupas estendidas no varal, chão e o interior das residências (quando as janelas estão abertas) são as principais vítimas da fuligem. “É um terror quase todos os dias”, reclama outra dona de casa. Os malefícios da fuligem, porém, vão muito além dos transtornos causados nas residências.
Será que essas partículas suspensas na atmosfera, especialmente as finas e ultrafinas, não penetram no sistema respiratório provocando reações alérgicas e inflamatórias?
Segundo os médicos afirmam, o ideal para que as pessoas se livrem da fuligem é retirar os amontoados com água, não com vassoura. O ato de varrer levanta as partículas novamente no ar e pode fazer com que as pessoas inalem de forma inadvertida a fuligem suspensa na atmosfera.
Silvana Mutini Morona- moradora da localidade de Rio Carvão – Urussanga.
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