O desencadeamento do estresse oxidativo (formação de radicais livres) em indivíduos expostos direta e indiretamente à poluição do carvão mineral foi comprovado em estudo de doutorado do professor da Unesc Silvio Ávila Júnior. Defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Farmácia, da UFSC, a tese tem como título “Avaliação do estresse oxidativo em indivíduos expostos direta e indiretamente à atividade de mineração do carvão, antes e após suplementação com vitaminas C e E”.
Docente do curso de Farmácia da Unesc, Ávila Júnior estudou quatro grupos de pessoas, cada qual com 20 indivíduos – trabalhadores de subterrâneo, trabalhadores de superfície, moradores distantes 15 quilômetros da área minerada e moradores distantes 100 quilômetros desta. Nas pessoas direta e indiretamente submetidas à poluição foram detectadas na urina e no sangue substâncias tóxicas como chumbo, cobre, ferro e zinco, quadro diretamente associado à exposição ao material particulado (poeira do carvão).
Os mesmos trabalhadores receberam suplementação de vitamina C e E durante um período de seis meses, tendo seu quadro orgânico alterado, com a redução do estresse oxidativo. O professor pretende dar continuidade aos estudos, mantendo a linha de pesquisa na Unesc, aprimorando a metodologia e ampliando as áreas de investigação, bem como as populações a serem analisadas.
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